quinta-feira, junho 29, 2006

Notícias da prima Auliya do Bornéo



Vive nos pântanos da Indonésia, é venenosa e camaleoa, tem meio metro de comprimento e só foi descoberta em 2003.

Bichinho simpático!

terça-feira, junho 27, 2006

Ainda sem data de publicação, mas já com uns toques para apimentar a coisa

BBC News, hoje


Rowling to kill two in final book

Rowling says she has never been tempted to kill Harry before nowAuthor JK Rowling has said two characters will die in the seventh and final Harry Potter book, but she has been careful not to reveal which ones.
She told the Richard and Judy show that she had long known how the series would end, because she had written the last chapter "in something like 1990".
"One character got a reprieve, but I have to say two die that I didn't intend to die," she said.
She refused to elaborate, as "I don't want the hate mail or anything else".
Rowling said she could understand why authors might want to finish off their main characters in order to ensure they could never be resurrected.
She would not say if this would be the case with Harry.
However, she admitted she had "never been tempted to kill him off before the final because I've always planned seven books, and I want to finish on seven books".
'Arrogant'
This approach had meant she had been "lambasted" by several people, she said.
"I think they thought it was very arrogant of me to write the end of my seven books series when I didn't have a publisher and no-one had heard of me."
The author also told the Channel 4 programme she didn't expect to create a character more successful than the teenage wizard.
"I don't think I'm ever going to have anything like Harry again. You just get one like Harry."
On Sunday, Rowling attended the Queen's 80th birthday party at Buckingham Palace, and said she was "doing well" with the final book.
However, she did not confirm a publication date.

Neste forcei-me a seleccionar citações

A fantástica autora do artigo que "postei" ontem explica porque não viu o jogo Portugal-Holanda. Depois da envolvente descrição da emoção e sentimentos dos pobres vizinhos do nosso serial killer de sta comba dão, após a pérola (que já não "postei", mas podem ler em http://dn.sapo.pt/2006/06/26/sociedade/ha_rio_sofrimento_e_gente_dois_lados.html sob o título "Há um rio de sofrimento e gente dos dois lados") da transcrição da missa de Domingo do pároco local, brinda-nos mais uma vez com a sua opinião que absorvemos "yet again" em êxtase (apesar de, desta vez ser mesmo um artigo de opinião, e não peças de jornalismo isento como as de ontem).

DN de hoje
Desculpem mas é uma boa desculpa

Jornalista Fernanda Câncio

Isto já vai sendo um hábito. (...) Não: é que eu, mais uma vez, não vi o jogo - esse é que é o hábito cada vez mais habitual.Como o tempo nem estava nada de especial, desta vez a desculpa não foi a praia, nem a piscina, nem a esplanada, nem sequer a varanda. Imaginem: desta vez estive a trabalhar.


Será possível que os 90 minutos do jogo tenham sido inspirado aqueles artigos que tanto nos sublimaram?

Passei o fim-de- -semana em Santa Comba Dão, a entrevistar pessoas que conviveram décadas com um homem franzino e prestável, daqueles de quem se diz que são "amigos do seu amigo" e "não partem um prato", a quem nada faltava para ser aquilo a que se costuma chamar "um pilar da comunidade". Um ex-polícia defensor da ética do trabalho que construiu o primeiro andar da sua moradia com as próprias mãos, que plantava vinhas e roseiras e semeava alfaces e criava coelhos e matava porcos e foi eleito pelo PSD para a junta de freguesia e era membro da direcção da casa do Benfica local e que assestou na parede da sua casa o seu mote de vida: "Se tens inveja do meu viver, trabalha, malandro." Que acreditava na trilogia deus-pátria-autoridade, venerava Salazar e a quem só talvez faltasse o fado para fazer o pleno dos três efes, com o seu amor ao futebol e a sua romaria pedestre a Fátima quatro dias depois de ter - alegadamente - asfixiado a sua terceira vítima.

É verdade! Foi a energia transmitida no estádio e em todos os lares tugas que foi absorvida através do espaço que nos rodeia pela autora e, qual musa inspiradora, serviu de catálise às palavras que tanto nos emocionaram às lágrimas, diga-se com verdade.

Se fosse um tipo de cabelo desgrenhado e vestido de cabedal, que fumava charros e coleccionava tatuagens e piercings e frequentava antros de libertinagem enquanto vivia de expedientes e do rendimento social de inserção, é de crer que não se assistisse na sua terra a uma tão devastadora onda de perplexidade e que não se encontrasse necessidade de invocar "o mistério que é o homem" para apaziguar a angústia das almas. Mas imaginar assim o companheiro das patuscadas, dos tremoços e das bujecas e do pendão do glorioso como tenebroso serial killer é coisa do outro mundo.

Se vissem o axn, já sabiam que os metálicos charrados nunca são serial killers, como é óbvio!

A culpa há-de estar alhures - porque crer que é dele é acreditar que podia ser nossa. E a isso, no resto como no futebol, nunca havemos de nos habituar.

Fala por ti, querida... Também não consegui entender esta última referência ao futebol: suponho que será a culpa do insucesso tem de estar sempre nos outros e não em nós, mas não está muito explícito, pois não? Mas devo ser eu, que não tenho este dom queiroziano de entendimento de figuras de estilo. Por mim, acho que até estamos muito evoluídos neste aspecto: pois se a França logo no 1º jogo não ganhou e culpou a relva, e no 2º não ganhou e culpou o árbitro, e no 3º lá conseguiu ser apurada, mas antes já estavam a falar do cansaço dos coitadinhos dos jogadores fanceses pelo esforço prestado nos campeonatos tão difíceis e competitivos em que jogaram durante o ano.
Enfim, vou estar atenta a outras peças desta incrível profissional de imprensa: até agora a gargalhada é certa!

segunda-feira, junho 26, 2006

Slytherin Van Basten - Momento de reflexão

Se o Van Basten não teve qualquer prurido em demonstrar publicamente que fair-play é só para alguns, nada o impediu de dar instruções aos seus jogadores para lesionarem o Cristiano Ronaldo logo no inicio do jogo.
E o pais de terceiro mundo somos nós!

eh eh

Você até tem um certo jeito, e de vez em quando faz um brilharete; mas geralmente anda um bocado à nora. A organização não é o seu forte, você confia em absoluto no instinto. Você é pão-pão queijo-queijo: tudo ou nada! Acha sempre que vai conseguir ter tudo, mas, aqui entre nós, ou fica lá muito perto ou dá uma monumental barraca

Nos 4os!!

Eu não acredito em Santos, mas NS Caravaggio, NS Fátima, Sto António e a Irmã Lúcia estão mesmo a jogar por nós!

Estava para seleccionar umas citações...

...mas um pedaço de prosa como este, só mesmo no integral!

DN, hoje
"Matou a Joaninha e foi a pé para Fátima a seguir"
Por:Fernanda Câncio Gonçalo Santos

Só posso dizer que ele foi uma excelente companhia na nossa caminhada para Fátima. Agora penso: ai meu Deus, ao que a gente estávamos sujeitas, ali sozinhas naquelas estradas com ele." Maria Casimira Alves abana a cabeça, incrédula, apoiada na mesa da cozinha. "E pensar que partimos com ele a 12 de Maio, quatro dias depois do desaparecimento da Joana.Matou a Joaninha e foi para Fátima a seguir, já viu? Dizia que tinha resolvido de um momento para o outro.

"A filha, Carla Sofia, 16 anos, acabada de se sentar à mesa, com um amigo, para jantar, junta-se à conversa. "Ó mãe, ficaste toda contente por ir um ex-GNR convosco, para vos proteger... Agora até dá vontade de rir." Mas Casimira não ri. Funcionária da escola secundária de Santa Comba Dão, onde trabalha também, como cozinheira, a mulher do "Tói", António Luís Rodrigues da Costa, o cabo reformado da GNR a quem a Polícia Judiciária atribui a autoria do homicídio de Joana, assim como de duas outras jovens da zona - Mariana e Cristina Isabel - , esta administrativa confessa que na última sexta-feira, quando soube da detenção do ex-militar, não foi capaz de guiar o seu automóvel para casa. "Tiveram de me ir buscar, estava muito desorientada."

Casimira, que era visita da casa de Tói ( "A última vez que lá fui esteve a mostrar-me aquelas fotos que tinha penduradas na garagem, do Salazar, do Américo Tomás , do papa João Paulo II, da irmã Lúcia, e eu, que sou toda anti-Salazar, até estive a entrar com ele..."), não voltou a ver a amiga Fernanda desde quinta-feira, quando a cozinheira lhe pareceu "muito esquisita". "Ela não quis dizer porquê, mas soube depois que acordou com a casa cercada pela Judiciária e a mandaram ir para o trabalho. Às 16.30 recebeu um telefonema da GNR e caiu num pranto. Disse a quem estava ao pé dela que o marido tinha matado as três raparigas e foi--se embora. Está em casa de um irmão, coitada. Liguei-lhe para lhe dar algum alento, mas ela diz que não quer ver ninguém, que nem vê as notícias. Então já imaginou, descobrir que uma pessoa com quem se vive trinta e tal anos é um assassino destes? Ela garantiu-me que nunca suspeitou de nada, que só o achou esquisito nos últimos tempos - que ele estava sempre deitado no sofá, sem ânimo para nada, que se estavam a acabar as alfaces e ele não semeava mais. 'Não sei o que se passa com o meu Tói', queixava-se ela. 'Já não trata da horta como antes.'"

Mortas na horta, em pleno dia

Terá sido aí, nos terrenos que rodeiam a sua casa e onde cultivava vinha, couves, alfaces e outros legumes, assim como algumas roseiras, que António Costa terá, em pleno dia, atacado e matado as duas últimas vítimas, Mariana e Joana, que moravam com os pais a curta distância. O facto de durante as horas de trabalho não haver ninguém nas imediações - todos os habitantes saem cedo e regressam apenas ao final do dia - terá permitido que ocorressem ali, a dois passos do caminho de gravilha que une a moradia número 20, a casa do ex-GNR, à número 22, dois homicídios de que ninguém suspeitou e que a PJ levou um mês e meio a deslindar. Um mês e meio em que, após o desaparecimento de Joana, a 8 de Maio, reportado pelos pais no próprio dia, a Judiciária, suspeitando de uma ligação com o sumiço de outra jovem da mesma zona, Mariana, seis meses antes, "acampou" no aglomerado semi-rural dos arredores de Santa Comba Dão que dá pelo nome de Cabecinha do Rei e foi unindo as peças do puzzle que levou à detenção de António Costa.

Terá sido esse cerco, talvez, e não o remorso - se o perfil psicológico de psicopata traçado pelos especialistas de investigação criminal em relação a homicidas em série se encaixa no caso de "Tói" -, a pesar no ânimo do marido de Fernanda. "Durante a caminhada para Fátima, no dia 19 de Maio, ele queixava-se muito das perguntas da Judiciária. Que estavam sempre a falar com ele e ia tudo dar ao mesmo, que não percebia porque não o largavam... Eu dizia-lhe que era normal que lhe fizessem perguntas por ele ser reformado e estar todo o dia por ali, que deviam querer saber se vira algo de estranho. Mas ele estava obcecado, não falava de outra coisa. E dizia que se tinha magoado num braço lá nas hortas, que tinha deitado sangue e que a polícia podia encontrar o sangue e implicá-lo. E eu sempre a dizer-lhe, 'Ó homem, então iam agora suspeitar de si? Você foi da polícia, sabe como essas coisas são... Eles perguntam o mesmo muitas vezes'."

O Santo António e a bruxa

Dois dias após a detenção do homem que em quadra a azul no azulejo branco exorta os outros a seguirem-lhe o exemplo "Se tens inveja do meu viver, trabalha, malandro", e que sobre a porta da casa pendurou uma bruxa de pano, em paralelo com a imagem de Santo António que abençoa a entrada da garagem - onde, rodeado de fotografias dos seus heróis, guardava o carro em que, presumivelmente, transportou os corpos das suas vítimas -, Cabecinha de Rei é uma parada de jornalistas. Repórteres de câmara, microfone em punho ou de bloco de notas na mão, recolhem mais um testemunho de incredulidade, mais um depoimento dos vizinhos e das famílias mortificadas.

Enquanto na barragem da Aguieira os bombeiros trazem para a margem um corpo, que se crê ser o de Joana (facto que só a autópsia, prevista para hoje, certificará) e que foi encontrado de acordo com as indicações dadas por "Tói", o pai da jovem, Fernando Oliveira, aguarda notícias, no pátio da sua casa. "Só de me lembrar que esse ladrão andava sempre aqui a perguntar se tinha novas da minha filha, a dizer-me para eu ter calma que ela devia ter fugido com um namorado como a Mariana, que estaria para o Brasil... Só invenções, para desviar as suspeitas. Mas alguém ia suspeitar dele, um amigo de há tantos anos, sempre pronto a ajudar? Um indivíduo destes que tem um escrúpulo tão grande que veio entregar um cabaz de Natal à família de uma rapariga que ele tinha matado... E que ainda na quarta-feira me veio perguntar se eu sabia que tinham encontrado um cadáver na barragem de não sei quê. Aquela palavra 'cadáver' deixou-me cá de uma maneira..."

Alertados pela TV da nova da recuperação de um corpo, vizinhos de rosto sombrio vêm prestar solidariedade ao pai de Joana, em abraços apertados que lhe soltam o choro. "Este meu amigo veio da Suíça", diz, entre lágrimas, indicando o caminho da casa, onde a mulher se guarda dos estranhos. Foi a ela que a PJ ligou na sexta-feira, ao meio-dia. "Telefonou-me logo, já a chorar. Estava a trabalhar, vim para casa a acelerar. Encontrei cá três sujeitos da PJ. 'Tem de ter muita calma e muita coragem. O ladrão que fez isto à sua filha já está preso. Mas ele matou-a e jogou com ela na barragem.'" Fernando Oliveira engole fundo, fixa o olhar no céu. "E a minha mulher perguntou: 'E posso saber quem foi?' Foi aí que eles disseram."

sexta-feira, junho 23, 2006

Os jornais do Mundo e o poder da Bola

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_newspapers

Reflexões:
O nº de jornais estará mais relacionado com a extensão do seu território, a dimensão da população do país, a sua variabilidade, o seu grau médio de literacia?...

Ao clicar ao acaso nalguns links confirmamos o peso do futebol na mente de todos os terráqueos: mesmo nos países em que os jornais não se entendem, surgem fotos do mundial, mesmo nos países que não têm lá selecções parecem links para notícias sobre o campeonato. Por exemplo, em jeito de "onde está o wally", tentem encontrar referências ao mundial aqui: http://www.zaobao.com.sg/ (sugestão: vão pelas cores e acertam à 1a)

Só o Jornal do Vaticano aparentemente não cedeu à tentação (http://www.vatican.va/news_services/or/index.htm). Já se devem ter apercebido que a Bola é a Nova Religião e não publicam notícias da concorrência.

John Pilger

Um autor sempre interessante de ler, com os devidos descontos:
http://pandora.nla.gov.au/pan/23508/20051122/pilger.carlton.com/index.html

quarta-feira, junho 21, 2006

Os Filósofos da Bola

http://www.youtube.com/watch?v=xrShK-NVMIU
e ao lado na mesma página alguns momentos para recordar...

terça-feira, junho 13, 2006


Graças ao amigo serras: http://www.serras.blogspot.com/
em: http://radiocomercial.clix.pt/destaques/quizz/futebol/index.asp



Não me vejo muito assim, mas talvez alguma coisa esteja parecido...

Você é a Selecção do Brasil:
Você o chamado show de bola. Para si ganhar não é suficiente. É indispensável fazê-lo com arte. Gosta de ser o centro das atenções e de impressionar tudo e todos com as suas habilidades. Vive a vida descontraidamente e nunca faz drama, mesmo que surja uma situação mais delicada. É optimista por natureza, mas quando não consegue o que quer cai o carmo e a trindade e é um drama de novela!

quarta-feira, junho 07, 2006

segunda-feira, junho 05, 2006

No comments...

" Viemos de Colonia para assistir à treina da selecção. Eu e ele. Ele é doentinho mas também gosta."

Comentário de uma emigrante portuguesa referindo-se ao filho portador de trissomia 21, em entrevista à SIC noticias durante a transmissão em directo do treino da selecção portuguesa na Alemanha, dia 05/06/06

As audiências

Já que a comunicação social, neste campeonato, decidiu impingir-nos os treinos da selecção em directo, pelo menos deveriam ter tido o cuidado de estabelecer um acordo em que os jogadores tivessem de treinar em tronco nu!... Fica muito mais interessante ver o Cri-ró a fazer abdominais sem t-shirt... É que nós mulheres não somos fãs do mister t-shirt molhada!

ha-ooh!

sexta-feira, maio 26, 2006

Mundial

Por Sean Wilsey em http://www7.nationalgeographic.com/ngm/0606/feature1/index.html

"There are many beautiful things about being an American fan of men's World Cup soccer—foremost among them is ignorance. The community in which you were raised did not gather around the television set every four years for a solid, breathless month. Your country has never won. You can pick whatever team you like best and root for it without shame or fear of reprisal. You have not been indoctrinated into unwanted-yet-inescapable tribal allegiances by your soccer-crazed countrymen. You are an amateur, in the purest sense of the word. So with the World Cup taking place this month in Germany—and the World Cup is the only truly international sporting event on the planet (no, the Olympics, with their overwhelming clutter of boutique athletics, do not matter in the same way)—you can expect to spend the month in paradise. That's what I do.

The world of the World Cup is the one I want to live in. I cannot resist its United Nations–like pageantry and high-mindedness, the apolitical display of national characteristics, the revelation of deep human flaws and unexpected greatnesses, the fact that entire nations walk off the job or wake up at 3 a.m. to watch men kick a ball. There are countries that have truly multiracial squads—France, England, and the United States—while other teams are entirely blond or Asian or Latin American. A Slovakian tire salesman, an Italian cop, or a German concert pianist—having passed the official fitness tests—will moonlight as referee. There are irritating fans: "U.S.A.! U.S.A.! U.S.A.!" (Blessedly few.) There are children who hold hands with each player as he walks onto the field. National anthems play. Men paint themselves their national colors and cry openly at defeat. An announcer shouts "GOOOOOOOOOOLLLLLLL! GOL, GOL, GOL!" on the Spanish-language channel you're watching. (It's often the only way you can see the game live.) There are two back-to-back 45-minute segments without commercials. To quote the book every traveling athlete finds in his hotel room: "Rejoice, and be exceeding glad: for great is your reward in heaven." Or, as my copy of "Soccer and Its Rules" says: "Are you ready? Ready to cheer the players to victory, marvel at their fitness, speed, and skills, urging them to win every tackle for the ball, ready to explode at a powerful shot? Ready for the excitement of flying wingers, overlapping backs, curling corners, slick one-two passing and goals scored with panache? Ready for another moment in a fantasy world?"I am ready.

sexta-feira, maio 19, 2006

Embirrações 2 e 3

Dn, hoje: Comentário de António Pinho Vargas "Três embirrações"

"2. Como todos os portugueses que ainda preservam algum bom senso, embirro solenemente com Scolari. Não só ganhou um campeonato do mundo por exclusão de partes, conseguindo pôr uma equipa de grandes jogadores brasileiros a não jogar nada, como ainda conseguiu perder duas vezes com a Grécia - uma equipa de futebol-tédio - e passou dois anos a ganhar 30 mil contos por mês para ver jogos que não foi ver e no fim seleccionar aqueles que toda a gente já sabia. Belos negócios!
3. Vem aí o campeonato do mundo e já tremo de pavor com a publicidade patriótico-cervejal-bancária que vou ter de gramar. Prometo usar o comando para lhes tirar o pio e apagar as trezentas imagens por segundo com que vão tentar entusiasmar o povo para comprar uma coisa qualquer. Nada mostra com maior clareza a presente esquizofrenia do mundo mediático do que o contraste entre os conteúdos dos noticiários das oito horas e a publicidade dos "curtos" intervalos: mulheres esplendorosas e assassinatos; alegria-de-viver alcoólica ou iogúrtica e atentados "sectários" - grande reinvenção esta! - no Iraque; gelados com sabor a não- -sei-quê e tráfico de mulheres; os números da sida em África e férias baratíssimas no Brasil. No meio disto tudo o futebol até parece uma actividade cultural! A propósito: não há nenhum espectáculo "multicultural" tão livre de decisores com critérios, nem tão radicalmente autêntico como foi o Barcelona-Arsenal! "

Missing! Dead or alive?


Será que vão por a foto nos pacotes de leite como nos USA? Tinha o seu toque de ironia...
Estava no Campo Pequeno: olhou para os cartazes a anunciar a tourada e deu de frosques! No fundo quem a ajudou na fuga era da Sociedade Protectora dos Animais, em conluio com a organização da cowparade que viu finalmente o povo a reparar na vacas.
A equipa do "Without a trace" achava o bicho num instante!



DN, hoje
"Depois de a vaca Piu-piu ter sido vandalizada a ponto de ter que ser totalmente reparada, chegou a vez da vaca Cowpyright. A vaca número 24, exposta no Campo Pequeno, desapareceu na madrugada de quarta-feira, divulgou ontem a organização da Cow Parade. Segundo o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, não foi apresentada qualquer queixa sobre o desaparecimento da vaca. "O que existe é uma participação de alguém que diz que viu alguém a levar a vaca", explica fonte oficial da PSP.A empresa patrocinadora desta obra garante não se tratar de uma estratégia de marketing, mas admite ter virado a seu favor este "acto de vandalismo. Foi uma feliz coincidência". Ao Diário de Notícias, Luís Rasquilha, director de marketing da Marketeer, garantiu que se a vaca não aparecer até domingo "vamos construir outra, que será criada pelo mesmo artista". No entanto, ainda não está decidido se será igual à desaparecida ou uma nova criação.Em comunicado, a organização lamenta o desaparecimento do "animal" e garante que o furto foi testemunhado por várias pessoas: "O desaparecimento deste bovino foi detectado por várias pessoas, que em colaboração com a organização, foi participado às autoridades competentes, estando as mesmas, a fazer todos os esforços para encontrar a vaca desaparecida", lê-se no documento. A verdade é que quem levou a Cowpyright não deixou para trás quaisquer provas do 'crime', arrastando consigo um "animal" cujo peso ronda os 65 quilos e uma base de betão de 350. Por sua vez, Paulo Marcelo lembra a correria que foi o processo criativo que deu origem ao "animal": "Tive de viver 10 dias em Lisboa para a terminar, vivo em Santa Maria da Feira." Quanto ao nome, "brinquei com o nome, até porque acho que é importante num evento como este falar em direitos de autor", explicou. Entretanto, Paulo Marcelo diz que confia em todos os lisboetas para encontrar a sua vaca. Também a organização da iniciativa apela, " a todos os cidadãos, em particular aos taxistas que se mostraram empenhados em encontrar a vaca Cowpyright, que reúnam esforços para devolver à cidade de Lisboa uma das obras que integram o maior evento de arte pública contemporânea realizado em Portugal". A empresa patrocinadora da vaca coloca hoje um anúncio a apelar à colaboração de todos e a oferecer uma recompensa a quem encontrar a vaca. Falta revelar o valor do prémio."